Quinta-feira, Julho 31, 2008

Faz tempo...


Ando sem palavras...

Sábado, Novembro 24, 2007

Tempo sem vento






TEMPO SEM VENTO

Ah, maldito! Tempo,
Que me vais matando,
Com o tempo.
A mim, que não me vendi.
Se fosses como o vento,
Que vai passando,
Mas vendo,
Mostrava-te o que já vi.

Mas tu não queres ver,
Eu sei!
Contudo, vais ferindo
E remoendo,
Como quem sabe morder,
Mas ainda não acabei
Nem de ti estou fugindo,
Atrás dos que vão correndo.

Se é isso que tu queres,
Ir matando,
Escondendo e abafando,
Não fazendo como o vento:
Poder fazer e não veres
Aqueles que vais levando,
Mas a mim? Nem com o tempo!

David Santos

Sábado, Novembro 17, 2007

Sociedade





«A decomposição mundial da aliança da mistificação burocrática é, em última instância, o fator mais desfavorável ao desenvolvimento da sociedade capitalista».
Guy Debord

Sábado, Novembro 03, 2007

William A.






Pau que nasce torto...

Quarta-feira, Outubro 03, 2007

Libertem os monges!!!!






Mais poesia
Arte: Rodtchenko/Maiakovski (1925)
            
E Então Que Quereis?...
Fiz ranger as folhas de jornal

abrindo-lhes as pálpebras piscantes.

E logo

de cada fronteira distante

subiu um cheiro de pólvora

perseguindo-me até em casa.

Nestes últimos vinte anos

nada de novo há

no rugir das tempestades.

Não estamos alegres,

é certo,

mas também por que razão

haveríamos de ficar tristes?

O mar da história

é agitado.

As ameaças

e as guerras

havemos de atravessá-las,

rompê-las ao meio,

cortando-as

como uma quilha corta

as ondas.

Maiakovski
(1927)

Tradução de E. Carrera Guerra

Do Livro "Maiakóvski-Antologia Poética"/Editora Max Limonad, 1987.

Terça-feira, Julho 10, 2007

Odisseia






No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drumond de Andrade

No meio do Caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Carlos Drumond de Andrade

Segunda-feira, Junho 18, 2007

Esmagem











"Esmagem os fanáticos e os patifes suas insípidas declamações, os miseráveis sofismas, a história mentirosa... o amontoado de absurdos. Não permitamos que os possuidores de inteligência sejam dominados pelos que não a têm - e a geração vindoura nos deverá razão e liberdade."
Voltaire

Domingo, Maio 13, 2007

O pecado é você






Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

Quinta-feira, Maio 03, 2007

Alimento.






Lamentos da vida...

"Livros não mudam o mundo, as pessoas mudam o mundo, livros só mudam as pessoas"
Mario Quintana

Terça-feira, Maio 01, 2007

Mijemos então...






"Tem mais do que mostras; fala menos do que sabes."
William Shakespeare

Quinta-feira, Abril 26, 2007

WAR PIGS





"Parem o mundo que eu quero descer..."
Raul Seixas

Quinta-feira, Abril 19, 2007

Não quero alterar nada.




"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
Clarice Lispector

Quinta-feira, Abril 12, 2007

Algumas imagens...






Algumas imagens valem mais do que mil palavras... Poesia vusial...

Terça-feira, Abril 10, 2007

CENSURA NÃO, NUNCA MAIS...


A Censura chegou à Blogosfera...

Especialistas promovem conduta de utilização da blogosfera

Querem banir da Internet todos os "blogs desagradáveis" impedindo e eliminando a publicação de opiniões anónimas, difamatórias, de ameaças, abusivas ou controversas! (esta última inclui tudo...)

Os "mandamentos" do bom blogger irão assim assentar nestas premissas; na responsabilidade do autor perante os comentários que são publicados; na notificação de todos os que ultrapassam os limites impostos pelo autor e no incentivo à conversação offline...

Como podem ver, não se esqueceram de nada!
...Aproveitem enquanto é tempo, para dizer da Vossa justiça! Amanhã, já pode ser tarde...

Actualmente existem cerca de 70 milhões de blogs, com cerca de 1,4 milhões a serem actualizados diariamente, dizem os números da Technorati.
# posted by Sulista @ 4:24 PM 17 comments

Segunda-feira, Abril 09, 2007

Faça arte com a guerra.



"Durante boa parte da vida achei que o poeta, o artista, tinha de mudar a consciência das pessoas e fazer da sua obra um instrumento dessa mudança. Hoje acho que, antes de fazer arte com esta ou aquela finalidade, você tem que fazer arte de fato."

(Ferreira Gullar)

Quinta-feira, Abril 05, 2007

Só os grilos são felizes...

Segunda-feira, Abril 02, 2007

Minha mulher nua de costa


Se Dalí pode porque eu daqui não posso...

Sexta-feira, Março 30, 2007

Para Bin Laden


Caro Bin Laden, por favor nos ajude, aqui no Brasil precisamos urgentemente de alguns aviões sequestrados para destruir duas torres. Isso é vital para o progresso do país.

Atenciosamente

Cidadão cansado de tanta HIPOCRISIA.

Segunda-feira, Março 26, 2007

Lembra algo




Varais no arame farpado, roupas resistentes, vento, sol...

Terça-feira, Março 13, 2007

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe, O Corvo (trad. F. Pessoa)

O corvo

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.

É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,

Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.

É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.

Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.

Isso só e nada mais.

Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.

"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,

Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."

Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,

Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".

Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais

Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,

Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,

Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,

Libertar-se-á... nunca mais!

Edgar Allan Poe

tradução Fernando Pessoa

Domingo, Março 11, 2007

Mensagem em branco...


Faça a luz.

Sábado, Novembro 18, 2006

Aulas de inglês



Minha primeira escola chamava Pinoquio, uma bermudinha vermelha e uma camisetinha branca com um pinoquio desenhado, este era o uniforme. Dela pouco me lembro, tinha 3 anos, mas uma coisa ficou guardado nos confins da minha mente; na escolinha pediram para recortar um “red car”, cheguei em casa todo animado falei com minha mãe e fui procurar nas revistas, encontrei uma exuberante Ferrari...

Esse negócio de ensinar línguas para crianças pequenas parece que funciona; recordo de um trecho de música que cantávamos nesta escola, que dizia assim:

“... hat na cabeça e shoe no pé, hat na cabeça e shoe no pé...”

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

Humanos



"... o ser humano é uma poeirinha absolutamente sem importância em um planeta que gira em torno de uma estrela de quinta categoria em uma das infinitas galáxias que existem no Universo. Ou seja, vemo-nos reduzidos a absolutamente nada. Isso, em termos de física e astrofísica. Mas, em termos humanos, existenciais, a situação é diferente. No fundo, cada pessoa contém em si um universo inteiro e, à medida que está realizando sua consciência e as suas potencialidades, ela descobre esse universo em expansão, com galáxias, sóis e estrelas dentro de si. E o ser humano tem a incrível possibilidade de acrescentar uma nova dimensão a esse universo infinito, que é a dimensão do crescimento espiritual e a noção da beleza. Isso realmente deve nos fazer orgulhosos de sermos humanos".


Fayga Ostrower

Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Vamos voltar aos ecos



Nasci no asfalto, quer dizer, não tive aquela infância na terra pisando no chão, subindo em árvores (não tanto quanto eu queria), não sei pescar e nunca matei um passarinho acho isso uma crueldade; mas me lembro do asfalto dos caminhões passando na rua e próximo onde eu morava tinha um rio (poluído lógico), canalizado que sempre enchia.

Avenida de um lado, avenida do outro, cruzamentos perigosos, mas mesmo assim era a minha rua. Tinha um amigo quase vizinho, a casa dele era um sobrado, gigante para mim, um castelo, e os brinquedo, que brinquedos, não que eu não tivesse, mas os brinquedos dos outros parece melhor, não parece... eu corria para lá, corria para cá, a gente brincava e brincava; mas um dia parou um caminhão grande em frente a casa dele, tipo báu e depois deste dia eu nunca mais vi ele, hoje nem seu nome eu lembro, mas lembro dos brinquedos...

Terça-feira, Novembro 07, 2006

Memória assassinada


Hoje consegui sentar aqui em frente ao computador e escrever, estava adiando este dia, aconteceu algo neste fim de semana que me deixou profundamente triste... Mais um caso da violência urbana; vivemos numa guerra, não uma guerra fria, mas quente a queima roupa. Tenho que deixar os relatos da memória para declarar minha indignação perante o acontecimento.

Uma família. O pai tem um ataque do coração, o filho sai a procura de ajuda; um carro; um táxi.

-Ei meu pai esta tendo um ataque me ajude /////////////(ouviu os tiros, não, pá, pá, pá)

O filho morre na hora, que acontecimento, o pobre rapaz (pobre, não podre) morre por tiros vindo de um policial!!!! Viva a justiça, este pensou que fosse um ladrão (vamos matar para depois interrogar). Talvez se não fosse na região de uma favela o caso seria diferente.

O pai morre a caminho do hospital, o filho morre, o pai não sabe que o filho morreu, o filho não sabe que o pai morreu /////////.

Memórias são para serem lembradas e não assassinadas...

Terça-feira, Outubro 31, 2006

Bicicleta sem rodinhas



Lendo algumas mensagens lembrei que eu também brincava na rua; hoje isso parece soar estranho, eu um pai de família não muito sociável...mas nem sempre foi assim, onde no meio do caminho eu desviei, onde?

Vi novamente a minha primeira bicicleta (em meus pensamentos), era linda marron, com magnificas rodinhas que não deixava eu cair, mas também, me tirava um pouco a liberdade, considerando que a bicicleta naquele momento era a maior liberdade que uma criança de 3 ou 4 anos podia ter... A sensação que tenho hoje, intrínseco, não é andar com rodinhas limitado por local ou medo, mas sim eu no meio de uma ladeira na bicicleta sem rodinhas com um doido (meu pai) correndo atrás de mim e gritando:

-Vai pedala, vaaaai pedaaalaaa.

Vi o chão de perto, algun pedaços de meu pequeno joelho se juntaram ao asfalto, mas a sensação de liberdade, de poder se equilibrar em duas rodas é indescritível... são emoções, sensações, pedaços de nossa memória que não esquecemos jamais, como andar de bicicleta...

Terça-feira, Outubro 24, 2006

Memórias devolvidas



Bom as vezes as lembranças vem, as vezes vão. Num dia minhas tia me devolveu uma lembrança, que não é só minha, mas uma lembrança compartilhada. Estranho, não tinha pensado nisto ainda, lembranças compartilhadas, não que seja focada da mesma maneira, mas lembrada em conjunto ela se torna, acho eu, que até mais real. Tipo 3D, você pode conseguir até uma visão aerea do assunto revisto.

Eu me lembro uma noite chuvosa, muita chuva, aquela ansiedade típica de quem tem 3 ou 4 anos, não é sempre que você faz uma viajem com seus parentes (pais e tios) para acampar numa praia. Muita chuva e o vento, não tem como esquecer aquele vento, principalmente quando você esta dentro do carro louco para entrar numa barraca, mas esta teima em voar, como uma pipa.

- Segura, amarra, prende ali, aqui, segura...

Eu me lembro da chuva, da noite e do vento... que vento...

Quarta-feira, Outubro 11, 2006

Tempo


"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa)

Se contentem com esta frase estou sem inspiração agora, mas acho que valeu a pena...

Sexta-feira, Outubro 06, 2006

ecos




Depois de anos penso que jamais poderei esquecer o que está embaralhado em meu córtex. As memórias as vezes se evai, mas algo surpreendente fica, fica e fica. Mesmo com todo esforço não há nada o que fazer, existe um auto controle interno que é inerente e independente da vontade, como poder então dialogar consigo mesmo é determinar o que deve ser armazenado em minha própria memória?

Ecos do passado as vezes nos assombram; uma terapia bem feita as vezes resolve, mas a que devemos essa incapacidade de comando, a memória é a solução do ser, ou o ser é apenas uma marionete de sua própria cabeça? Perguntas sem respostas, ecos de um passado.

Lá no fundo de minha memória vejo cenas de um filme preto e branco, colorido ou em sépia, um filme que foi minha vida, será que foi só isso um filme meio esfumaçado que somente eu vejo?

O passado, o presente e o futuro não passam de ecos da memória humana.